domingo, 18 de julho de 2010

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Talvez ele não estivesse preparado.
O tipo de descoberta feito na porta do avião, 27 mil pés (8.200 metros) acima do chão. Chão que sempre lhe deu conforto. Nunca o concreto havia sido tão confortável. 

Pulou. 
Deixou-se levar. O corpo ficou leve.
As construções crescendo lentamente na eternidade da queda. 
Pode pensar na vida. 
Em paz, pode pensar nela. Nos momentos do passado, daqueles em que uma simples frase se tornava um gracejo feliz.
O sussurro das árvores chamava ele para mais perto, e o céu o seguia durante a caída.
O tempo sem esperança que ela sempre deu agora era uma possibilidade. Opção com cara esborrachada, mas o simples talvez lhe dava felicidade.

Os prédios agora estavam maiores. 
Todas aquelas músicas lindas vinham à mente.
A felicidade balançava no ar. Como a esperança que, ele sim, sempre teve para os dois.







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