segunda-feira, 7 de junho de 2010

Olhar ao mar

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Fugindo daquele botequim,
chega em casa.
Senta e se apóia na mesa em frente ao móvel de fórmica azul.
Em cima dele uma garrafa de água divide espaço com a de pinga.

Cheiro recente a sépia.
Aquela cigana bela, olhos capitunescos indecisos.
João busca em terras quentes e distantes uma explicação para a enigmática Clara Folclórica Nunes.

O manto de medo se mistura com o manto do mar, de onde emerge o veleiro que agora vai longe, longe, até se perder da vista de casais apaixonados.

Fugiram por não terem medo. Medraram por não querer fugir.



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